quarta-feira, 12 de agosto de 2009

passos

Nem certos, nem errados; meus passos seguem incertos pelo rumo que me vier ... colados no solo os pés mais parecem as estacas de um circo ... dispersos pelos ares meus braços mais parecem tentáculos ... tateiam ... buscam ... imaginam figuras e formas, textualizam o que encontram como palavras, descrevem os seus achados com toda força do imaginário ... otário ... sem honorários ... sem horários ... travado! Queria do circo, não as estacas, mas as cores do espetáculo, a aventura do viajar sem fim ... ir pelos mais variados locais, mais diversos versos soltos da boca de um palhaço ... escárnio ... risos ... malícia e preguiça, preguiça ao ir dormir quando o sol já desperta, sem alertas, sem alardes. Meus tentáculos continuam a buscar palavras, letras e rimas, e eu travado, sem conseguir expressar, sem conseguir alcançar, sem conseguir alçar o voo que me levaria ao infinito ... rio ... rio de mim mesmo frente ao espelho, a cara lavada ... não barbada ... barbada no último páreo, um cavalo? Não! Um cagado!

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